Teles criticam princípio da neutralidade de rede
O representante das teles no debate desta manhã afirma que esse princípio vai reduzir as ofertas, inviabilizar a gestão da rede e aumentar os custos ao consumidor.
06/11/2013 - 11:03
O representante do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal – Sinditelebrasil , Eduardo Levy, criticou há pouco o chamado princípio da neutralidade de rede, previsto no projeto do marco civil da internet (PL 2126/11, apensado ao 5403/01). Esse princípio busca impedir as operadoras de telecomunicação de oferecerem aos usuários pacotes com serviços diferenciados – por exemplo, só com e-mail, apenas com acesso a redes sociais ou incluindo acesso a vídeos.
Segundo Levy, a medida vai “reduzir as ofertas, inviabilizar a gestão da rede e aumentar os custos ao consumidor”. O representante das teles explicou que a medida deve impedir que os usuários com menos recursos tenham acesso à larga, já que os valores gastos pelo serviço deverão aumentar muito. “Ofertamos hoje a possibilidade de inclusão com ofertas de menos de R$ 1 por dia, sendo que a qualidade já é garantida com padrões mínimos estabelecidos pela Anatel. Isso acabará com o projeto da forma como está hoje”, alertou.
Eduardo Levy afirmou também que não há recursos suficientes no mercado para suprir a demanda de infraestrutura, caso o projeto seja aprovado como está hoje. “Os R$ 25 bilhões aplicados pelo setor hoje não são infinitos. As ofertas são limitadas. A rede não é infinita - quem usa mais deve pagar mais, como é com a água, como é com a luz”, defendeu.
Participe
A população pode participar do debate que ocorre neste momento, no Plenário da Câmara, com perguntas e comentários pelo Disque Câmara (0800 619 619) e pela sala interativa do e-Democracia.
Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Natalia Doederlein