Afastamento do presidente da Câmara é prioridade da Rede Sustentabilidade, afirma líder
19/02/2016 - 14:45
Reconduzido à liderança da Rede Sustentabilidade, o deputado Alessandro Molon (RJ) disse que o afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara é a prioridade da bancada para 2016. De acordo com Molon, o partido ainda não tem uma posição definida sobre a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e a reforma da previdência.

Com relação à recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), apesar de a bancada não ter discutido oficialmente o assunto, ele acredita que o momento atual não é para criação de tributos. Segundo o líder, a reforma tributária deve distribuir melhor os impostos, de forma que “quem pode mais, pague mais; e quem pode menos, pague menos”.
Nascido em Belo Horizonte, Alessandro Molon é formado em história e foi deputado estadual por dois mandatos. Está em seu segundo mandato como deputado federal.
A Agência Câmara está publicando entrevistas com todos os líderes de bancadas escolhidos ou reconduzidos neste ano.
Quais as prioridades da sua bancada em 2016?
Para que a Câmara comece a recuperar um pouco de sua credibilidade, a Rede Sustentabilidade entende que é fundamental o afastamento do presidente Eduardo Cunha. Sem isso, todo o resto fica prejudicado. Portanto, nossa prioridade no momento está nos processos no Conselho de Ética e no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Cunha seja afastado da Presidência da Casa.
Em relação à volta da CPMF? O partido votará contra ou a favor (PEC 140/15)?
A bancada ainda não tirou uma posição oficial, mas percebo claramente que há uma posição contrária à recriação da CPMF. Entendemos que aumentar a carga tributária neste momento não é o melhor caminho.
O senhor já começou a conversar com sua bancada sobre o tema reforma da previdência?
Esse é um debate que a Rede ainda fará internamente.
E quanto à prorrogação da DRU (PEC 4/15 e apensadas)?
É outro assunto que será internamente discutido na bancada para formarmos uma posição e depois avançarmos.
E a reforma tributária?
Não temos a menor dúvida de que o País precisa de uma reforma tributária que distribua melhor o peso dos tributos, de forma que quem pode mais, pague mais; e quem pode menos, pague menos.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Marcelo Oliveira