Política e Administração Pública

Prioridade do PPS em 2016 será impeachment de Dilma, diz líder

Rubens Bueno critica as propostas de recriação da CPMF e de prorrogação da DRU

19/02/2016 - 10:10  

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Rubens Bueno
Rubens Bueno: "Não acreditamos na presidente Dilma nem nos governos do PT."

Reconduzido à liderança do PPS pelo quinto ano consecutivo, o deputado Rubens Bueno (PR) afirma que a prioridade do partido neste ano será a defesa do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff.
Contrário às principais propostas do governo, como a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), o líder não acredita que o governo enviará efetivamente ao Congresso as propostas de reforma da Previdência e Tributária.

Nascido em Sertanópolis (PR) em 1948, Rubens Bueno é professor. Deputado federal em seu quarto mandato, também foi duas vezes deputado estadual (1983-87 e 1987-91), além de secretário de Justiça, Trabalho e Ação Social do Paraná (1987-90) e prefeito de Campo Mourão (1993-96).

A Agência Câmara está publicando entrevistas com todos os líderes de bancadas escolhidos ou reconduzidos neste ano.

Quais serão as prioridades da sua bancada em 2016?
As prioridades da bancada são as prioridades do povo brasileiro, qual seja o processo de impeachment da presidente da República. A crise brasileira, seja econômica, política, social, tem um nome: Dilma Rousseff. Então, enquanto não afastar a presidente Dilma da presidência da República, o País não vai ter nenhum tipo de unidade em busca de uma saída para a grave crise em que ela colocou o País. A nossa meta é o impeachment da presidente Dilma.

A sua bancada será contra ou a favor da proposta de recriação da CPMF?
Somos radicalmente contra qualquer medida que aumente impostos para o País. Nós temos no Brasil uma carga tributária muito alta, que leva para os cofres do governo muito dinheiro, e o governo, em vez de aplicá-lo bem, joga esse dinheiro pela janela sem nenhuma consideração, o que afeta não só as empresas, mas também aqueles que estão sendo demitidos.

Qual é a posição da sua bancada em relação à Reforma da Previdência? Que tipo de mudança no atual sistema previdenciário deve ser aprovada? E que tipo de mudança na Previdência a sua bancada rejeitará?
Nós somos a favor de mudanças e reformas estruturantes, só não acreditamos na presidente Dilma nem nos governos do PT, que sempre encenam uma proposta, fazem disso uma peça de marketing e não realizam nada. Cadê a proposta que ela disse no ano passado que acabaria com três mil cargos comissionados? Não acabou com nenhum. Qual é a proposta que ela já citou, em outros anos, de reforma da Previdência e de tantas reformas? Não aconteceu nada. É mais uma peça de marketing quando uma crise chega e o governo inventa um discurso. Nós queremos saber qual é a proposta e queremos saber primeiro se o PT e as centrais sindicais apoiam a proposta do governo.

A sua bancada será contra ou a favor da prorrogação da DRU? E contra ou a favor da extensão da DRU aos estados e municípios?
Com a prorrogação da DRU, o governo quer gastar livremente parte do Orçamento. Como o governo gasta mal, nós somos contra. Somos contra também a extensão para estados e municípios. Cada um na sua esfera tem que ajudar e dar a sua contribuição.

Em relação à reforma tributária, a sua bancada defenderá a aprovação de quais propostas?
A reforma tributária é urgente. O País tem que sair deste alto custo de tributos; é um emaranhado de taxas e impostos. Para sair disso, temos de contar com uma proposta de reforma que atenda à necessidade do País de um novo momento de modernização, para que os recursos cobrados possam cumprir efetivamente com as políticas públicas necessárias.

Reportagem – Lara Haje
Edição – João Pitella Junior

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