Política e Administração Pública

PRB defende reforma para fortalecer a Previdência Social, diz novo líder

19/02/2016 - 16:40  

Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
Márcio Marinho
Márcio Marinho: o PRB vai trabalhar por uma agenda de retomada do crescimento econômico

Partido da base aliada, o PRB ainda não definiu uma posição sobre a proposta de recriação da CPMF, defendida pelo governo da presidente Dilma Rousseff, mas é favorável a uma reforma que fortaleça a Previdência Social.

A afirmação é do novo líder do partido, deputado Márcio Marinho (PRB-BA), escolhido no início do mês pela bancada para substituir Celso Russomanno (SP). Natural de Cabo Frio (RJ), 45 anos, Marinho está no partido desde 2009. No ano passado, presidiu a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, o PRB vai trabalhar por uma agenda de retomada do crescimento econômico. Marinho disse ainda que o partido é favorável à prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), o mecanismo usado pelo governo para flexibilizar a destinação das receitas vinculadas.

A Agência Câmara está publicando entrevistas com todos os líderes de bancadas escolhidos ou reconduzidos neste ano.

Quais as prioridades da bancada para 2016?
Sabemos que este ano é de vários desafios. E como líder de uma bancada, a responsabilidade é muito grande. Não tem como estarmos distantes dos anseios da população. As prioridades são as prioridades que todo cidadão quer: ver o País desenvolver, ver o País crescer. É isso que o PRB quer.

Com relação à CPMF, qual a posição da bancada?
Nós estamos discutindo muito essa questão. Não temos uma decisão certa. As pessoas não aguentam mais falar de aumento de impostos. E a gente sabe da dificuldade que o governo federal tem passado. Aí ele tem dois caminhos: diminuir suas despesas ou criar mais impostos. O povo não aguenta mais. Sabemos que existem outros mecanismos que o governo pode usar. Dentro da nossa bancada, estamos discutindo ainda.

Com relação à reforma da Previdência, que tipo de mudança deve ser aprovada?
Veja, o mundo todo que tem sistema previdenciário parou para rever as regras. Nós ainda estamos discutindo. Mas sabemos que, desde 1960, a expectativa [de vida] da população cresceu muito. São 25 anos de [aumento da] expectativa, mas as regras da Previdência continuam as mesmas. É evidente que não tem nenhum sistema que suporte isso. Vários países do mundo reviram essa postura e o Brasil tem que rever. E nós sabemos que não temos que inviabilizar esses que trabalharam e realmente dependem da sua aposentadoria. É evidente que o PRB vai sempre defender aqueles que precisam da sua aposentadoria. Mas hoje tem pessoas que se aposentam com 52, 55 anos, ainda com forças para poder trabalhar. Se não fizermos alguma coisa, mais cedo ou mais tarde a Previdência estará inviabilizada e as pessoas prejudicadas. E isso ninguém quer. Portanto, o PRB quer discutir.

E com relação à Desvinculação de Receitas da União (DRU), qual a posição do PRB?
A bancada está discutindo. Como parte do governo, entendemos que a DRU vem de vários governos. Não vai mexer em absolutamente nada com a população, até porque não é uma criação de imposto, é uma questão de contabilidade interna. Veja, do orçamento do governo federal, aproximadamente 82% já são comprometidos, de forma vinculada. Fica uma margem muito pequena para o governo fazer investimento. Vira e mexe, surge uma urgência e o governo não tem margem. E o que queremos é ampliar essa margem.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Pierre Triboli

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