Alves afasta críticas sobre condução da sessão e diz que base deve comparecer
16/05/2013 - 04:38
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, contestou críticas sobre a condução dos trabalhos na última sessão. O Plenário precisava votar apenas a redação final da MP dos Portos, mas o tempo da sessão foi esgotado, e o presidente encerrou os trabalhos e iniciou nova sessão. Agora, o Plenário tem dificuldade de alcançar o quórum mínimo de 257 deputados. Até o momento, registraram presença 248 parlamentares.
Alves disse que a responsabilidade é da base governista, que precisa colocar deputados em Plenário. “A questão é a base colocar os seus parlamentares. A oposição cumpriu o seu papel de obstruir, a base agora tem de fazer o seu papel, que é trazer os deputados para o quórum”, disse.
Críticas
O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o presidente teria anunciado que o último destaque seria a última votação da noite, sem alertar para a redação final. Disse ainda que a oposição extrapolou o seu tempo nos encaminhamentos, o que levou ao esgotamento do tempo da sessão.
“Creio que a oposição tem todos os direitos, desde que cumpra o regimento, mas extrapolava sempre o seu tempo. Peço que faça cair o microfone quando cair o tempo, senão nos sentimos injustiçados”, disse Chinaglia.
O deputado Bohn Gass (PT-RS) também disse que os oposicionistas se aproveitaram do tempo. “Um minuto para encaminhamento é um minuto, não pode virar cinco”, declarou.
Já o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) alertou que, caso seja votado um novo requerimento de retirada de pauta, a votação da MP dos Portos não será encerrada.
Henrique Eduardo Alves rebateu as críticas. Ele negou ter sido “generoso” com o tempo de fala da oposição. “Não fui generoso com a oposição, é uma questão de não ser grosseiro a ponto de cortar o som, uma questão de elegância política”, disse.
Continue acompanhando a cobertura desta sessão.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli