Psiquiatra pede preocupação com cidadania do interditado

21/10/2005 - 12:50  

A Psiquiatria pode encontrar meios para diminuir o sofrimento dos portadores de deficiência mental nos casos de interdição judicial, segundo Mark Napoli, representante da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial no seminário sobre banalização da interdição judicial.
Para o psiquiatra, seria um bom começo que a principal pergunta a ser respondida pelas perícias passasse a ser: "Qual é a melhor forma para a pessoa cuja interdição está sendo requerida exercer a sua cidadania?".
Napoli associou a história da Psiquiatria à "incapacidade de percepção do sofrimento do outro". Ele lembrou que, na Alemanha nazista, os portadores de deficiência mental eram eliminados por ser considerados uma carga para a sociedade. O médico disse que só recentemente os direitos humanos dessas pessoas começaram a ser respeitados.
Já o chefe do Departamento de Ética e Psiquiatria Forense da Associação Brasileira de Psiquiatria, José Geraldo Vernet Tavorda, defendeu a Psiquiatria e disse que não era possível à especialidade a defesa dos direitos humanos quando não havia técnicas disponíveis para isso.

A mesa-redonda "Laudo, Perícia e Interdição Judicial: Fragilidades e Desafios para os Direitos Humanos" prossegue no plenário 1.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Marcos Rossi

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