Ministério critica rapidez de audiência para interdição
21/10/2005 - 10:22
O segundo dia do seminário nacional sobre a banalização da interdição judicial começou com a conferência "Reforma psiquiátrica e Justiça - Espaço de Banalização da Interdição Judicial", que está sendo proferida pelo coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Godinho Delgado.
Delgado criticou a rapidez da audiência de impressão, em que o juiz ouve a pessoa cuja interdição está sendo requerida. De acordo com ele, é normal um mesmo juiz realizar até seis audiências de impressão numa mesma tarde, o que, em sua opinião, transformou o procedimento em "linha de montagem" para produzir decisões de interdição.
O representante do Ministério da Saúde cobrou maior diálogo entre os profissionais da área de Psiquiatria e o Poder Judiciário, para que o processo judicial de interdição não se torne mecânico.
A conferência foi transferida para o plenário 1. Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Marcos Rossi
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