Deputados do PT voltam a dizer que o processo de impeachment é golpe
15/04/2016 - 10:25

O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) classificou o impeachment da presidente Dilma Rousseff como “golpe de Estado para levar ao poder um programa que foi quatro vezes derrotado nas urnas”. Na avaliação do parlamentar, os deputados decidem neste fim de semana se querem este golpe ou se constroem laços para superar as dificuldades.
A crise atual, segundo Luiz Sérgio, é decorrência da crise política causada por aqueles que não aceitaram o resultado das urnas nas eleições de 2014, quando Dilma venceu com 54 milhões de votos. “Fica a pergunta: aquele que não foi legitimado nas urnas vai ter a autoridade moral, ética e política para conduzir a sociedade brasileira? Não, será o aprofundamento da crise”, declarou o parlamentar durante a sessão que discute a abertura ou não do processo de impeachment.
O pior domingo
Por sua vez, o deputado Zé Geraldo (PT-PA) disse que domingo, quando deve ser votado o pedido de afastamento de Dilma, será talvez o pior domingo da vida dele. “Porque nós aqui estaremos votando um processo de impeachment que, além de ilegal, é imoral. Já nasceu sujo.”
Para Zé Geraldo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, resolveu acatar o pedido de impeachment em vingança à presidente Dilma, já que o PT não o apoiou no Conselho de Ética, onde enfrenta processo de cassação do mandato. “Que vergonha, juventude brasileira! Que vergonha, juristas brasileiros, professores, trabalhadores! Nós aqui julgando o impeachment instalado pelo presidente Eduardo Cunha, que tentou nos chantagear no Conselho de Ética”, acusou Zé Geraldo.
O petista também defendeu o governo, que levou programas sociais para os mais de 5 mil municípios brasileiros, independentemente do partido que ocupava o governo ou a prefeitura. “Aqui temos parlamentares que se beneficiaram de todos esses programas. Partidos que defendiam a presidenta Dilma agora estão querendo assassinar a democracia brasileira.”
Zé Geraldo e Luiz Sérgio são vice-líderes do PT e falaram em nome da liderança do partido.
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Reportagem – Noéli Nobre
Edição - Natalia Doederlein