Pró-impeachment, DEM ressalta crise econômica, corrupção e promessas frustradas
15/04/2016 - 23:34

Partido que articula a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff desde o ano passado, o DEM aproveitou a discussão em Plenário para enfatizar as falhas do governo.
Representante da legenda na comissão especial que aprovou o relatório contra Dilma, o deputado Mendonça Filho (DEM-PE) não poupou críticas. “O impasse que vivemos é decorrente da incapacidade de um governo que atolou o País em um mar de lama e um esquema de corrupção endêmica”, disparou.
O deputado Mandetta (DEM-MS) chamou o PT de “partido dos vagabundos”. “Não é Partido dos Trabalhadores, é partido de vagabundo, que não sabe honrar o tributo do cidadão ao tungar, enfiar a mão no bolso e mentir em nome de um projeto de poder”, criticou.
Ele também não poupou críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff. “Prometeu economia e crescimento, mas entrega desemprego; ofereceu segurança e entrega as fronteiras abertas ao crack e à morte”, condenou.
Os indicadores econômicos desfavoráveis foram destacados ainda pelo deputado Claudio Cajado (DEM-BA): aumento da energia elétrica e da gasolina; recessão; rebaixamento por agências estrangeiras; crescimento do desemprego. Para ele, o PT jamais valorizou a Lei de Responsabilidade Fiscal, cujo descumprimento é o argumento da comissão especial para autorizar a abertura de processo contra Dilma.
Contra a presidente, pesam a abertura de créditos suplementares por decreto presidencial, sem autorização do Congresso Nacional; e o adiamento de repasses para o custeio do Plano Safra, obrigando o Banco do Brasil a pagar benefícios sociais com recursos próprios - o que ficou conhecido como pedalada fiscal.
“Dizer que o Tribunal de Contas da União permitia essas pedaladas é um deboche do PT”, criticou Cajado. Segundo ele, são mais de R$ 120 bilhões movimentados nessa prática.
Por sua vez, o deputado Marcos Soares (DEM-RS) enfatizou que a presidente descumpriu as normas de gestão financeira e orçamentária. “A contínua degradação das contas públicas gerou consequências perversas sobre o cenário econômico do Brasil”, afirmou.
Na avaliação da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-GO), as ações de Dilma Rousseff ao lidar com as contas públicas comprometeram os avanços do País. “Não são crimes menores. Minaram a credibilidade do Brasil, afastaram investidores, geraram desemprego e inflação e, pior ainda, aumentaram o apetite do governo por mais impostos”, condenou.
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Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Marcelo Oliveira