Governo nega crime; PPS, PTN e PTB criticam o governo
15/04/2016 - 18:53

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que a decisão da Câmara deve se limitar a analisar apenas as pedaladas fiscais e os decretos de crédito suplementar. As duas operações foram consideradas crime de responsabilidade pelo relatório pró-impeachment aprovado na comissão especial.
Ele negou a existência de crime. “O que são as pedaladas fiscais? A presidente resolveu não atrasar pagamento do Bolsa-Família; dos benefícios sociais; do Minha Casa, Minha Vida; e autorizou que bancos públicos antecipassem o pagamento. É crime de responsabilidade um gesto tão importante quanto esse?”, disse.
Guimarães disse que os favoráveis ao impeachment “sentaram na cadeira antes da hora”. “Eu duvido que tenham os 342 votos favoráveis”, afirmou.
Já a deputada Carmem Zanotto (PPS-SC) denunciou assédio aos parlamentares por meio de redes sociais e ligações telefônicas. “Não podemos aceitar a forma que estão se dirigindo aos parlamentares, com palavras de baixo calão. Respeitem o contraditório”, disse.
Ela rebateu as críticas do líder do governo. “Não é golpe, é respeito à Constituição”, afirmou.
Em nome da liderança do PTN, o deputado Alexandre Baldy (GO), disse que o governo está paralisado e assolado por escândalos de corrupção. Ele acusou ainda que a presidente cometeu estelionato eleitoral ao mentir nas eleições. “A eleição de 2014 foi o golpe”, acusou.
“A presidente Dilma Rousseff se comprometeu a não aumentar impostos, a controlar a inflação. E hoje temos um governo que não possui agenda e não possui legitimidade para fazer a economia prosperar”, criticou.
A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) leu comentários enviados a ela por eleitores defendendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A intenção, segundo ela, é dar voz aos pedidos da população.
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Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Newton Araújo