Discussão é interrompida com palavras de ordem favoráveis e contrárias ao impeachment
15/04/2016 - 20:37

Os discursos do Plenário foram interrompidos há pouco por palavras de ordem de deputados favoráveis e contrários ao impeachment. Deputados gritaram “Não vai ter golpe” e “Vai ter impeachment”.
O deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC) criticou o governo Dilma Rousseff. Ele afirmou que o impeachment é “a resposta limpa e democrática contra o verdadeiro golpe que desferiram à nação”. “As eleições de 2014 foram moldadas pela mentira, pelo estelionato eleitoral e pelas propinas que alimentaram o caixa dois”, criticou.
Já o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) disse que o Parlamento tem oportunidade de mudar. O impeachment, segundo ele, é “a luz ao final do túnel”. “Temos um partido que abandonou suas raízes, seus simpatizantes, que traiu o seu povo. Somente com o fim da era PT é que podemos construir esse futuro”, afirmou.
O deputado Moroni Torgan (DEM-CE) também criticou duramente a gestão da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o governo conseguiu fazer a classe média ficar pobre e os pobres estão numa situação pior.
“Foram traídos por promessas eleitoreiras que não foram cumpridas: promessas de que a energia não ia subir, que os alimentos teriam o preço controlado. Ou se muda ou vamos continuar no fundo do poço, nessa recessão terrível”, condenou. Para ele, apenas o fato de ter enganado a população é motivo para o impedimento da presidente Dilma Rousseff.
Já o deputado Ricardo Izar (PP-SP) lembrou os escândalos do mensalão e da gravação em que a presidente Dilma Rousseff conversa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a nomeação dele para a Casa Civil. “É por isso que eu voto sim”, afirmou.
O colega de partido, deputado Fausto Pinato (PP-SP), declarou voto favorável ao impeachment e afirmou que um eventual novo governo terá a capacidade de fazer um pacto para que o País saia da crise política e econômica. Ele informou que o partido fechou questão em torno do voto sim e irá punir quem votar o contrário.
Contrário ao impeachment, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) afirmou que um eventual governo Temer poderá terminar a política de valorização do salário mínimo; acabar com o modelo atual de exploração do pré-sal; flexibilizar leis trabalhistas. As diretrizes estariam no documento lançado pelo PMDB: uma ponte para o futuro. “Vai ampliar as mazelas do Brasil de forma acelerada”, afirmou.
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Reportagem - Carol Siqueira
Edição – Regina Céli Assumpção