Política e Administração Pública

Dilma cometeu crime de responsabilidade, afirma líder do PSDB

Líder da Minoria também defendeu o impeachment e rebateu a tese de golpe. "Golpe deram eles nos mais jovens, com o discurso da pátria educadora. Golpe deram na sociedade brasileira, com essa contabilidade criativa”, afirmou Bruno Covas.

15/04/2016 - 13:03  

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O líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), reafirmou há pouco que há fundamentação jurídica capaz de atestar que a presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade.

“O que ficou evidente durante esse processo é que seus defensores não negam as infrações à legislação, apenas tentam tumultuar a discussão, desviando o foco dos crimes cometidos”, disse Imbassahy.

O líder do PSDB também criticou a linha de defesa adotada pelo Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo. “Ele se apega a uma argumentação falaciosa, típica de quem vai ser derrotado”, disse Imbassahy, antes de citar a emissão de decretos e as chamadas pedaladas fiscais como exemplos de crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos por Dilma Rousseff.

Ananda Borges / Câmara dos Deputados
Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República - Dep. Antonio Imbassahy (PSDB/ BA)
Antonio Imbassahy: "Esse Parlamento não correrá o risco de se tonar cúmplice do governo que aí está"

Para Imbassahy, os atos são graves porque influenciaram o resultado final das eleições presidenciais e contribuíram para aprofundar a crise econômica. “Esse Parlamento não correrá o risco de se tonar cúmplice do governo que aí está. Estamos diante de uma oportunidade ímpar de agir em favor de milhões de brasileiros que nos confiaram seus votos”, finalizou.

Líder da Minoria
Pela liderança da Minoria, o deputado Bruno Covas (PSDB-SP) também destacou os supostos crimes cometidos e comentou as consequências dos atos para o povo brasileiro. “A LDO é clara: o governo poderia abrir crédito suplementar por decreto, desde que cumprisse a meta fiscal de superavit primário. Mas, mesmo sabendo que não ia cumprir a meta, a presidente editou 6 decretos de suplementação orçamentária”, exemplificou Covas.

O líder da Minoria disse ainda que só as chamadas pedaladas fiscais – atrasos nos repasses da União a bancos públicos – custaram, de 2011 a 2015, R$ 70 bilhões à União. “Só em 2015 foram R$ 17 bilhões”, disse ele, reforçando que a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00) é clara ao proibir operações de crédito entre instituições financeiras e suas controladoras.

Covas ainda rebateu a ideia governista de que o impeachment é golpe. “Sobrou para o partido do governo o discurso de golpe. Golpe deram eles nos mais jovens, com o discurso da pátria educadora. Golpe querem dar na Operação Lava Jato, destruindo o instituto da delação premiada. Golpe deram nas regras democráticas, mentindo para o povo em 2014. Golpe deram na sociedade brasileira, com essa contabilidade criativa”, afirmou Covas, anunciando voto pela abertura de processo contra a presidente.

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Reportagem - Murilo Souza
Edição - Natalia Doederlein

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