Política e Administração Pública

PP defende saída da presidente Dilma Rousseff

15/04/2016 - 17:43  

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Cinco deputados do PP de estados do Sul e Sudeste defenderam no Plenário da Câmara o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O deputado Marcus Vicente (ES) afirmou que o partido fechará questão pelo impeachment e, assim, garantirá a adesão de todos seus 49 deputados ao impeachment, sob pena de punição para quem desrespeitar a orientação.

“Votaremos todos sim. Fui um dos primeiros a defender essa postura”, disse. Neste momento, há uma reunião no Senado com o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), para decidir o posicionamento.

Segundo Vicente, o governo da presidente Dilma Rousseff tem adotado uma virtude relativa. “Houve o roubo, mas houve também conquista sociais. Meias verdades viraram moda”, criticou. A ética, afirmou o deputado, não pode ser relativa. “A democracia precisa da virtude da existir de fato.”

Já o deputado Esperidião Amin (SC) ressaltou que o sim ao impeachment é a resposta política ideal para dar uma chance ao Brasil. “Essa chance pode ser ou não ser bem aproveitada. O pior é não dar a chance, se esconder ou achar um bom argumento para evitar a resposta. Resposta que o povo quer”, disse.

A corrupção se tornou um sistema de governar nos últimos anos, de acordo com Amin. “Começou no mensalão, agigantou-se no petrolão e se tornou um campeão mundial da corrupção. E isso aconteceu como sistema de governo, de cima pra baixo”, disse.

Esquema de corrupção
O deputado Luís Carlos Heinze (RS) citou em sua fala casos de escândalos de corrupção como obras da Petrobras questionadas por superfaturamento na refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e na de Abreu e Lima, em Pernambuco. “Esse relatório não são só pedaladas fiscais. É muito mais que isso que está em jogo. É o projeto de poder montado pelo presidente Lula, pelo José Dirceu, pela presidente Dilma que cooptou partidos”, afirmou. Heinze também citou a má gestão em fundos de pensão de empresas públicas que dificultaram a vida de milhares de trabalhadores.

Contabilidade criativa
O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) afirmou que a prática de contabilidade criativa, de maquiar a realidade da economia, começou com o governo petista no Rio Grande do Sul no início dos anos 2.000. “A presidente Dilma não fez isso de hoje. Foi no RS que teve início o governo de Olívio Dutra no qual criaram a contabilidade criativa. E de lá pra cá que tiveram a brilhante ideia de maquiar o orçamento”, afirmou.

Segundo Lopes, mesmo com a advertência de técnicos do Tesouro Nacional em 2012 e um relatório do Banco Central contrário à prática em 2013, o governo continuou agindo da mesma forma. “Quando o governante faz isso, ele incorre em crime de responsabilidade. Estamos tratando de punir a presidente e aqueles que contra o orçamento trabalharam.”

O deputado Jerônimo Goergen (RS) criticou a atitude do ex-presidente Lula ao aceitar ser ministro-chefe da Casa Civil para, segundo ele, fugir da investigação da Justiça. “Eu não precisei de um ministério para fugir da Justiça. Eu fui lá e me coloquei à disposição”, disse, em relação a esclarecimentos dados à Polícia Federal sobre suposto recurso recebido, de acordo com o doleiro Alberto Youssef.

De acordo com Goergen, um novo Brasil nascerá no domingo. “Nós temos uma responsabilidade enorme. Eduardo Cunha não me pediu nunca para eu votar de um jeito, Temer muito menos. Vamos ter humildade para construir um novo cenário.”

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Newton Araújo

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