GOIÂNIA ABOLE ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE EM MATERNIDADE
18/10/2000 - 18:39
O secretário municipal de Saúde de Goiânia, Elias Rassi Neto, compareceu à CPI da Mortalidade Materna para falar sobre as soluções encontradas pelo Município para reduzir os índices de mortalidade materna. Entre as medidas mais importantes que apontou, a principal foi acabar com a quota do SUS de atendimento dos hospitais. Hoje, os hospitais são obrigados a atender todos os pacientes que chegarem, poupando a gestante de procurar outro local, o que acontecia até recentemente mesmo quando ela estava prestes a dar à luz. Além disso, cada médico era obrigado a atender 16 paciente no turno de trabalho. A Secretaria de Saúde cancelou essa exigência, definindo que todo médico tem que cumprir a jornada com qualidade, atendendo o número possível, a fim de evitar que os pacientes mal atendidos voltem no dia seguinte.
"Existem três problemas que agravam em muito a mortalidade materna: os médicos são despreparados, não existe vínculo entre o médico e a paciente, e faltam medicamentos nos hospitais", assinalou o secretário.
Contrariando a realidade de outras capitais, o secretário assegura que em Goiânia não faltam recursos para atender à gestante.
A presidente da Comissão, deputada Fátima Pelaes (PSDB-AP), marcou a segunda viagem da Comissão para investigar os altos índices de mortalidade materna no País. No dia 14 de novembro, os parlamentares da CPI estarão no Mato Grosso do Sul, onde pretendem visitar parteiras, hospitais e clínicas. Essa é a segunda diligência da comissão, que já esteve no Rio de Janeiro. A seguir, a CPI viajará para Amapá e Bahia.
Por Ariane Farias/ RCA
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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