Greenpeace defende sustentabilidade nas compras públicas
06/11/2007 - 17:16
O coordenador da Campanha de Madeira e Desmatamento da Amazônia do Greenpeace Brasil, Marcelo Marquesini, defendeu em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável mudanças na Lei de Licitações (8.666/93), prevendo critérios de sustentabilidade nas compras públicas.
O ambientalista lembrou que, do total da madeira consumida no Brasil, 1/3 vai para obras e serviços do setor público. Ele informou que hoje só cerca de 30 cidades, mais o governo do estado de São Paulo, assumiram o compromisso com o Greenpeace de participar da campanha Cidades Amigas da Amazônia, de só comprar madeiras de origem legal.
Marquesini mostrou dados de 2004 que revelam que, do total de 40 milhões de metros cúbicos de madeira produzidos no Brasil, 63% têm origem ilegal. Ele, porém, assinalou que algumas estimativas mais recentes mostram que esse dado pode chegar a 80%, apesar de não haver dados oficiais atuais. O ambientalista acrescenta que, do total da madeira industrializada no Brasil, 64% é usada no País e 36% vai para exportação.
Compras x PIB
A advogada e pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP) Rachel Biderman Furriela, ressaltou, durante a audiência, como o Estado pode ser um incentivador de produtos sustentáveis. Ao falar sobre as importantes iniciativas de adoção de critérios ambientais em compras públicas, ela citou dados que mostram que em países em desenvolvimento 30% do PIB são gerados por compras públicas, enquanto em países desenvolvidos são 10%.
Neste momento, os parlamentares estão questionando os debatedores no plenário 8. Reportagem - Ana Raquel Macedo
Edição - Regina Céli Assumpção
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)
Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
SR