Produção nacional pode suprir demanda, dizem debatedores

06/11/2007 - 16:36  

O presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), Ale Mchaddo, e o conselheiro do Conselho Federal da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV) Francisco Misdrorigo afirmaram há pouco que a produção brasileira já tem condições de suprir uma cota mínima de desenhos animados feitos no País.

Ale Mchaddo declarou que o custo da produção no Brasil pode ser bem menor que o de outros países. Segundo ele, o principal problema ainda é a distribuição da produção, pois, sem ela, não há como sustentar uma indústria.

Financiamento do BNDES
Francisco Misdrorigo ressaltou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já possui programa de financiamento para a produção audiovisual com uma linha específica para a animação. Entretanto, um dos requisitos para sua liberação é a garantia de veiculação. Segundo Misdrorigo, os produtores não estão pedindo ajuda à TV aberta, mas sim oferecendo um negócio às emissoras.

Por outro lado, Mchaddo afirmou que a preocupação com a produção audiovisual especialmente voltada para o público infantil servirá para criar um imaginário nacional, com ícones nacionais - o que, em sua opinião, é estratégico para a TV aberta.

Misdrorigo e Mchaddo participam da audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre a criação de cotas para exibição de desenhos produzidos no País, prevista no Projeto de Lei 1821/03. A proposta estabelece percentuais mínimos graduais. Assim, no quinto ano de implementação da lei, 50% da programação de desenhos animados veiculados pelas emissoras de televisão de sinal aberto e fechado deverá ser produzida no Brasil.

A audiência continua no plenário 13.

Reportagem - Cristiane Bernardes
Edição - Renata Tôrres

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