Jorge Hage diz que denúncias de advogado inglês são vingança
07/07/2015 - 13:04

O ex-ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União (CGU), disse à CPI da Petrobras que o advogado inglês Jonathan Taylor, que acusou o órgão de não ter investigado devidamente denúncias de pagamento de propina a funcionários da Petrobras, não estava interessado em combater a corrupção no Brasil, mas sim em se vingar da empresa SBM Offshore.
“Ele tinha um litígio com a SBM, onde trabalhou. Ele estava interessado em litigar com a SBM, que o acusa de chantagista”, disse Hage, ao responder pergunta do deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
Acusações
Taylor, em depoimento à CPI, acusou a CGU de ter deixado de investigar o caso, no ano passado, em função do calendário eleitoral.
No depoimento, Hage informou aos deputados que a CGU começou a investigar o caso em fevereiro e apresentou denúncias contra seis funcionários da Petrobras em novembro, apesar de não ter contado com a colaboração da Justiça holandesa, onde o caso também era investigado.
“O senhor está minimizando as denúncias de Taylor”, disse Imbassahy, que fez parte do grupo de deputados da CPI que foi a Londres ouvir o advogado. “Eu não disse isso, tanto que o que ele falou foi investigado. Mas os nomes de suspeitos que ele forneceu, escritos a mão, já constavam de um procedimento de investigação interna da Petrobras e os documentos que ele forneceu podiam ser considerados ilegais, por isso não foram usados”, respondeu Hage.
Jonathan Taylor trabalhou n SBM durante nove anos e disse, em depoimento à CPI, que a empresa pode ter feito pagamentos de mais de 92 milhões de dólares em propina em troca de contratos com a estatal entre 2003 e 2011, informação repassada por ele à CGU no ano passado.
Hage explicou aos deputados da comissão que a SBM acusou Taylor de tentar extorquir a empresa em 3 milhões de euros para não revelar as informações que possuía – que incluíam documentos de uma investigação interna e gravações de conversas sem autorização judicial.
A CPI continua reunida no plenário 5.
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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein