Política e Administração Pública

Hage diz que CGU foi rápida na abertura de processos contra funcionários da Petrobras

07/07/2015 - 11:43  

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O ex-ministro da Controladoria Geral da União Jorge Hage considerou pequeno o prazo de sete meses entre as primeiras denúncias recebidas pelo órgão e a instauração dos processos em que apontava suspeitos de funcionários da Petrobras acusados de recebimento de propina. Hage presta depoimento neste momento na CPI que investiga irregularidades na estatal.

Ao responder pergunta do deputado Bruno Covas (PSDB-SP), Hage disse que a média de uma investigação desse porte pela polícia é de 36 meses. “Considero que sete meses foi uma marca muito boa para este caso”, disse.

Covas questionou o fato de a comissão da CGU ter optado por não utilizar os documentos fornecidos pelo advogado inglês Jonathan Taylor, que denunciou o pagamento de propina pela SBM. “A comissão decidiu não usar os documentos porque sobre eles pesava a suspeita de ilegalidade”, explicou.

Taylor, em depoimento à CPI, acusou a CGU de ter deixado de investigar o caso, no ano passado, em função do calendário eleitoral. No depoimento, Hage informou aos deputados que a CGU começou a investigar o caso em fevereiro e apresentou denúncias contra seis funcionários da Petrobras em novembro, apesar de não ter contato com a colaboração da Justiça holandesa, onde o caso também era investigado.

A CPI continua reunida no plenário 5.

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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein

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