Governo terá mais dificuldades para negociar com o Congresso, afirma analista
05/10/2014 - 18:44
O analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) Antônio Augusto Queiroz destacou há pouco, em entrevista ao vivo à TV Câmara, que o vencedor da eleição presidencial terá uma margem fiscal pequena para governar.
Nesse cenário, apontou Queiroz, quem vier a ser eleito (ou reeleito) terá de fazer ajuste nas contas públicas, mas deverá encontrar resistências do Congresso Nacional. Isso porque a tendência é que haja uma pulverização maior na próxima composição do Parlamento. Só para a Câmara dos Deputados, o Diap estimula uma mudança em mais de 50% das cadeiras.
“Além da pulverização, haverá novas lideranças. O Executivo terá de negociar muito”, afirmou Queiroz.
O especialista acrescentou que Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), favoritos de acordo com as pesquisas para disputarem o segundo turno, não divulgaram seus programas de governo na íntegra, e é provável que venham com propostas impopulares e que desagradem muitos congressistas.
Da Redação - MO