Relator aponta possível relação de fundos com valerioduto
21/02/2006 - 13:59
O sub-relator de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), concluiu, em relatório lido há pouco, que há indícios de que os fundos de pensão investigados estejam envolvidos com os bancos BMG e Rural no desvio de recursos para as empresas do empresário Marcos Valério e, consequentemente, para o "valerioduto".
Segundo o sub-relator, entre 2000 e 2005 os 12 fundos que constam do relatório aplicaram ou reaplicaram R$ 711,619 milhões em aplicações de renda fixa nesses bancos. Ele disse que apenas um fundo, o Real Grandeza (de Furnas), priorizava as duas instituições para seus investimentos durante todo o período. Os outros concentraram os aportes para elas no ano de 2004. "É inegável que os fundos estatais passaram, em 2004, a olhar de forma privilegiada para o Banco Rural e o BMG", declarou.
De acordo com Antonio Carlos Magalhães Neto, 55% dos investimentos foram feitos em 2004. Ele explicou que se o Real Grandeza for retirado dessa conta, porque sempre aplicou muito nos dois bancos, a porcentagem sobe para 69%.
O sub-relator advertiu que é difícil apurar quanto os bancos ganharam com as operações. Uma análise preliminar, informou, com a média dos investimentos do mercado financeiro, aponta uma margem de R$ 70 milhões de lucro possível aos dois bancos. A análise ainda está em aberto e poderá ser revista.
A reunião prossegue na sala 7 da ala Alexandre Costa, no Senado. Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Malena Rehbein
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