Sub-relator questiona licitação dos Correios
07/02/2006 - 18:27
Em reunião na Sub-Relatoria de Contratos da CPMI dos Correios, o gerente do programa Correio Híbrido Postal, Paulo Roberto Lobo da Rocha, deu explicações sobre uma licitação para o serviço realizada em agosto de 2004. O sub-relator José Eduardo Cardozo (PT-SP) fez perguntas de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A licitação em questão ainda não foi decidida, pois existem várias ações contra ela na Justiça.
Cardozo quis saber, por exemplo, se houve restrição na competição. Afinal, apenas um consórcio, o BR Postal, formado por nove empresas, foi capacitado para participar da concorrência.
Software específico
Lobo da Rocha explicou que não existe no mercado brasileiro um produto específico para o Correio Híbrido, sistema que permite o recebimento eletrônico e a impressão de documentos de grandes empresas para que a entrega da correspondência tenha maior agilidade. Só o consórcio da BR Postal, segundo ele, ofereceu o produto que seria adequado ao sistema brasileiro.
O consórcio, disse ainda, ofereceu também a adaptação do produto, a manutenção durante cinco anos e a transferência de tecnologia, que é italiana.
Diferença de preço
José Eduardo Cardozo argumentou também que o software oferecido pelo consórcio BR Postal custaria R$ 100 milhões, enquanto um produto oferecido por um grupo liderado pela Cobra Tecnologia (subsidiária do Banco do Brasil) sairia por R$ 10 milhões. O gerente dos Correios rebateu. "Por que a Cobra, então, se há essa diferença tão grande preço, não questionou a licitação? Ao contrário, desistiu dela", declarou.
A reunião ocorre na sala 15 da ala Senador Alexandre Costa, no Senado. Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Noéli Nobre
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