Relator questiona notas apresentadas por João Paulo
24/11/2005 - 13:48
O relator do processo de cassação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) no Conselho de Ética, Cezar Schirmer (PMDB-RS), questionou as notas fiscais emitidas pelo instituto de pesquisa Datavale para justificar o pagamento de R$ 50 mil recebidos por João Paulo, por meio da conta do empresário Marcos Valério no Banco Rural. Ao apresentar as notas, Schirmer levantou a suspeita de irregularidades, pelo fato de elas terem números seqüenciais, mesmo tendo sido emitidas em um período de quatro meses em 2003: a primeira em 10 de setembro, a segunda em 30 setembro e a última em 19 de dezembro. "Então ou a empresa só realizou o trabalho pedido por João Paulo ou praticou evasão fiscal ou fraudou as notas", ponderou.
João Paulo não soube responder ao questionamento e disse apenas que as pesquisas que ele encomendou à empresa foram feitas e pagas com dinheiro combinado com o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Recibo Reportagem - Maria Clarice Dias
Outro questionamento de Shirmer foi o recibo assinado pela esposa do deputado, Márcia Regina Cunha, na data do saque de R$ 50 mil, onde consta o nome da SMPB. Isso porque João Paulo nega que sabia a origem dos recursos. "Minha esposa não tinha obrigação de saber o que significa a sigla SMPB", justificou.
O ex-presidente apresentou ao Conselho uma declaração assinada por Delúbio, afirmando que o ex-tesoureiro colocou à sua disposição R$ 50 mil no Banco Rural e que a fonte dos recursos não era do conhecimento do então presidente da Casa.
Edição - Malena Rehbein
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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