Cardozo questiona terceirização de agências em contratos
24/11/2005 - 18:06
O sub-relator de Contratos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, deputado José Eduardo Cardozo, afirmou há pouco que os mecanismos específicos dos contratos oficiais de publicidade são "facilitadores de corrupção". Cardozo fez a declaração ao final da reunião da sub-relatoria, que ouviu hoje o depoimento do diretor em Brasília da empresa de publicidade Ogilvy Brasil Comunicações, Luiz Alberto Costa Marques. Reportagem - Newton Araújo Jr.
Cardozo se referia à contratação de uma empresa por outra para terceirizar um serviço acertado pela primeira com um órgão do governo. Exemplo disso, observou, foi uma nota fiscal emitida pela Ogilvy para a empresa de eventos paulista D. Simone, que produziu eventos para o Banco do Brasil. A nota, que foi auditada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mostra que a empresa D. Simone cobrou incorretamente a bonificação de volume (BV), disse Cardozo, ao afirmar que as agências contratam o fornecedor que bem entendem, mesmo quando se trata de contrato resultante de licitação pública.
O bônus ou bonificação de volume é uma comissão recebida pelas agências dos fornecedores, mas que é efetivamente paga pelo órgão contratante, uma vez que os preços praticados já incluem o valor dessa bonificação. Para tanto, as agências emitem contra os fornecedores uma nota fiscal por serviços prestados a título de bônus ou bonificação de volume.
Edição - Sandra Crespo
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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