Veja a resposta da Skymaster à Época

15/09/2005 - 17:16  

A reportagem "O Submundo dos Correios" (Época, 27 de junho), assinada pelos repórteres Andrei Meireles, David Friedlander e Ricardo Mendonça, narra uma história interessante: como uma empresa vencedora, profissional e cumpridora de suas obrigações, a Skymaster, vem sendo vítima há anos de manobras pouco ortodoxas de seus concorrentes. Época mostra, com documentos, que o brigadeiro Venancio Grossi, assessor do então presidente dos Correios, Ayrton Dipp, era financiado por uma concorrente da Skymaster, que pagava suas contas de hotel, de restaurantes, de lavanderia - a benignidade financeira desta concorrente, a Promodal, ia até o ponto de manter lavadas e passadas, por sua conta, as cuecas, meias e lenços do assessor que estudava os contratos da estatal que ela queria disputar.
Pois bem: a capa da revista definitivamente não coincide com o teor da reportagem. Na capa, a foto de um avião da Skymaster é carimbada com o título "Corrupção nos Correios" (o que, claro, é incorreto e altamente prejudicial à empresa). Na reportagem, relatam-se as manobras para afastar a Skymaster dos serviços de carga aérea dos Correios, onde se notabilizou por sua capacidade técnica e pelo rigoroso cumprimento dos contratos, que sempre obteve em concorrências públicas, das quais participaram todas as empresas aéreas do país.
Um título encravado na reportagem, "Dono da Skymaster diz que Dipp recebeu R$ 600 mil do concorrente", também é incorreto. Esta frase não existe, não foi jamais pronunciada por qualquer pessoa ligada à Skymaster. A informação foi levada a Luiz Otávio Gonçalves, acionista da Skymaster, pelo repórter de Época, que lhe perguntou se já tinha ouvido falar do assunto. Gonçalves, diante de testemunhas, entre as quais conceituados advogados, disse que sim, que já tinha ouvido falar (grifos nossos) do caso, mas que não reunia condições de saber se o rumor continha ou não alguma verdade - tanto que não tomou providências a esse respeito
A leitura atenta da reportagem mostra que, quando cita fatos, Época mostra a Skymaster como empresa que age com correção e profissionalismo. Infelizmente, os comentários da reportagem mostram um certo viés indignado cujo alvo é esta empresa. Mas é melhor, convenhamos, estar ancorado em fatos e não em opiniões.
Um outro detalhe merece ser comentado. O repórter Andrei Meirelles insistiu tenazmente em saber se Luiz Otávio Gonçalves conhecia um certo "Fernando Moura". Gonçalves disse que não. A pergunta foi repetida de maneiras diferentes quase uma dezena de vezes: o repórter não se conformava em acreditar que alguma pessoa não conhecesse o sr. Fernando Moura, que deve ser objeto de sua grande admiração. Mais: no dia seguinte, quando Gonçalves se dispôs a receber o fotógrafo de Época, qual não foi sua surpresa ao ver que ele também estava interessado em saber se Luiz Otávio conhecia o tal cavalheiro. Insistiu muito, inclusive informando que esperava fotografar os dois juntos. E mandou até buscar, por motoboy, uma foto, impressa em papel A4 (a mesma imagem que Época publicou) para ver se alguém conseguia ligar o nome à pessoa.
Já que a tática detetivesca não funcionou, o nome do sr. Moura, seja ele quem for, acabou incluído na reportagem, sabe-se lá por quê. Mas este é outro assunto, que gostaríamos de deixar registrado.
A Skymaster é uma empresa séria e competente, que oferece serviços de qualidade a todos os seus clientes. Não é admissível que tentem envolvê-la em lutas político-partidárias, às quais é alheia; e é conveniente lembrar que presta serviços aos Correios, sempre obtidos por vitória em licitações, desde muito antes da posse do atual Governo, e em administrações dos mais diversos partidos políticos.
Por suas qualidades, e não por eventuais defeitos, a Skymaster vem sendo tenazmente combatida por seus concorrentes, muitos deles sem condições técnicas e equipamentos adequados para disputar o mercado. Questões relativas a este assunto estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal.

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