Comerciante entrega lista com numeração de armas à CPI

15/09/2005 - 13:20  

O comerciante Paulo Roberto Monteiro, que está sendo ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, disse que alguns dos revólveres e algumas das pistolas encontradas em sua propriedade foram herdadas do avô, que era colecionador, e estão inutilizadas há mais de 60 anos. O depoente entregou à CPI uma lista com a numeração de todas as armas de sua coleção.
Monteiro afirmou que, desde 1992, está registrado no Exército como colecionador de armas. Ele disse que ocupa o último nível de uma escala de um a quatro referente à autorização para adquirir armas em leilões. Com a classificação, conferida a alguém que coleciona armamento há mais de 12 anos, ele teria o direito de comprar armas automáticas e de uso exclusivo das Forças Armadas, desde que adquiridas em leilões oficiais.

Fiscalização
Um fato que intrigou os parlamentares é que, nos 13 anos em que manteve o registro de colecionador, Monteiro teria sido alvo de apenas duas fiscalizações do Exército. O depoente disse que, na última delas, foi orientado por um capitão a não registrar as armas antigas, pois esse procedimento atrapalharia o trabalho do Exército. Monteiro não soube afirmar se essa fiscalização ocorreu em 1998 ou em 2000. Ele também disse que não se lembra do nome do capitão que fez a recomendação.

A reunião da CPI continua no plenário 10.

Reportagem - Giulianno Cartaxo
Edição - Pierre Triboli

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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