Justiça explica lentidão de investigação no exterior
15/09/2005 - 12:59
A coordenadora-geral do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, Wannine Lima, detalhou nesta manhã à CPMI dos Correios como estão as investigações relacionadas à conta Dusseldorf, que o publicitário Duda Mendonça mantém nas Bahamas, e pediu cautela, já que a pressa pode afetar o rigor dos trabalhos.
Segundo ela, a principal dificuldade enfrentada pelas investigações é seguir os prazos estipulados pela CPMI, pois alguns processos semelhantes costumam demorar vários anos. "O tempo da nossa investigação não é o tempo da CPMI. Precisamos demonstrar a legitimidade do nosso trabalho, a competência das autoridades que solicitam os dados, mostrar as linhas de investigação e os possíveis crimes relacionados", alertou.
Ela acrescentou que o processo ainda é influenciado pelo tempo para que os dados sejam analisados pelas autoridades do exterior, para que elas exijam as informações bancárias, e ainda o tempo para os bancos produzirem as informações e elas serem decodificadas no Brasil.
A reunião da CPMI prossegue na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. Reportagem - Mônica Montenegro
Edição - Rodrigo Bittar
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