Deputados falam contra e a favor do impeachment de Dilma Rousseff
Foi iniciada a fase de discussão das inscrições individuais dos deputados
16/04/2016 - 20:33

O deputado Jorge Solla (PT-BA) defendeu há pouco o arquivamento do processo contra a presidente. Segundo ele, a edição de decretos suplementares sem aval do legislativo não fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo prática costumeira em governos estaduais.
Solla é o primeiro parlamentar a usar a palavra na fase de discursos individuais. Na lista para pronunciamentos estão inscritos 249 deputados (50 desistiram); faltam discursar 243 deputados.
O petista acredita que não houve “dolo ou má fé” nos atos pelos quais Dilma é denunciada – “pedaladas fiscais” e decretos. Para ele o processo está corrompido, já que a presidente é “julgada por quadrilhas de corruptos, com contas na Suíça e denúncias na Lava Jato”, disse.
O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) elogiou as investigações conduzidas pelo juiz Sérgio Moro na esteira da Operação Lava Jato. Conforme ele, as ações do titular da 13ª vara de Curitiba tem efeito moralizador. “As pessoas querem tratamento mais ético com o dinheiro. Que tenhamos compromissos com a verdade e com a ética”, disse.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) não vê sentido no afastamento da presidente. “Não é possível que essa Câmara se transforme em colégio eleitoral para que seja eleito um traidor (Temer) e mantido um corrupto como presidente da Câmara (Cunha)”.
Cabo Sabino (PR-CE) conclamou os deputados e a população para apoiar o impeachment. “Ela (Presidente) caloteou 54 milhões de eleitoras. Você acha que ela vai representar você? ”, provocou.
Já a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) avaliou o processo como: “a posição golpista perdeu o pudor”.
O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) disse que a presidente praticou “omissão dolosa” e atuou de forma negligente.
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Reportagem - Emanuelle Brasil
Edição - Newton Araújo