Margarida Salomão diz que análise de impeachment é corrompida; para Rogério Marinho, governo mentiu

Outros quatro deputados também se posicionaram sobre o impeachment
Da Agência Câmara - 16/04/2016 - 20:46

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Na oitava sessão consecutiva para discussão do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, seis deputados inscritos para falar individualmente já se pronunciaram.

A deputada Margarida Salomão (PT-MG) afirmou que a sessão de análise da admissibilidade do pedido de impeachment está “irreversivelmente” corrompida por três razões. A primeira é a falta de crime de responsabilidade, segundo a deputada. A segunda é o fato de Eduardo Cunha presidir a Câmara dos Deputados, “é corrompido um processo conduzido por um juiz réu”. A última é, de acordo com Margarida Salomão, é travestir como rito jurídico a disputa política do impeachment.

Para o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), o processo de impeachment é ilegal e imoral e contra os cidadãos para tirar programas sociais. A deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), afirmou que é independente do governo e votará contra o impeachment por não reconhecer crime de responsabilidade contra Dilma.

Já o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) afirmou que quem aplicou golpe foi o governo do PT ao mentir para a população. “Golpe é utilizar a mentira como método. Golpe é roubar as estatais, e os fundos de pensão”, disse. Segundo Marinho, o Brasil atualmente está ferido e dividido e precisa de uma chance de um novo recomeço que acontecerá com “o impeachment de Dilma e a retirada dessa quadrilha do poder”. Para o deputado o PT cometeu golpe ao dividir para dominar, submeter, manipular e esconder sua atitude totalitária.

Para o deputado Paulo Feijó (PR-RJ), a presidente ignorou a peça orçamentária. “Gastou o que não podia principalmente nos períodos eleitorais.” O deputado Geraldo Resende (PSDB-MS) disse que o Brasil é maior que o erro político do atual governo que transformou a corrupção em endemia. 

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