PHS conta 6 votos pelo impeachment e 1 voto contra
O PHS foi o 17º partido a falar sobre a abertura do processo contra Dilma. Todos os 25 partidos com representação na Câmara têm o direito de se manifestar. Os debates já duram mais de 24 horas
16/04/2016 - 09:13

O líder do PHS, Givaldo Carimbão (AL), disse que deve julgar o impeachment com justiça, e por isso votará contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff. Ele disse que analisou os argumentos, mas entendeu que a acusação é política, e que não há crime para caçar a presidente. Ele frisou que tem 30 anos de vida pública, 20 como deputado, e nunca se vendeu ou traiu suas crenças. “Não se pode tirar alguém do poder para que foi eleita, é um crime contra a democracia. E baixa popularidade não é motivo para caçar ninguém”, disse.
Já o deputado Pastor Eurico (PHS-PE) disse que dos sete deputados do partido apenas o líder deve votar contra o impeachment. Ele frisou que o ex-presidente Lula faltou com o respeito com os evangélicos, e o governo não merece sua confiança.
O deputado Dr Jorge Silva (PHS-ES) disse que, além dos crimes discutidos no processo de impeachment, o governo enfrenta outros problemas ainda mais graves. “A presidente Dilma perdeu a governabilidade. Não podemos mais conviver com estados e municípios que não conseguem oferecer serviços públicos”, disse.
O deputado Carlos Andrade (PHS-RR) acredita que o impeachment é um instrumento constitucional de controle pelo povo, dos que detém o poder. Ele frisou que os preços estão descontrolados, com a alta da inflação, e chega a cerca de 10 milhões o número de novos desempregados. “Estamos diante de um governo que está falindo o País, temos a obrigação de agir”, disse.

O deputado Marcelo Aro (PHS-MG) recontou a história em que compara o governo ao mito da caverna, com ilusões que não se traduzem em realidade. Por isso, vota pelo impeachment.
O deputado Diego Garcia (PHS-PR) lembrou que há muitos desempregados, e que eles esperam uma solução para que o País volte a crescer. “O Congresso Nacional nesse domingo não vai realizar um golpe, mas uma demissão por justa causa. Porque os crimes estão previstos em lei”, disse.
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Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Natalia Doederlein