Economia

Ajuste fiscal precisa atingir quem tem mais renda, afirma líder do PCdoB

O Plenário da Câmara discute neste momento a política econômica brasileira com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Internautas podem participar da discussão por meio de sala de bate-papo

14/10/2015 - 19:00  

Assista ao vivo

A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), afirmou há pouco que o País não pode ficar restrito ao ajuste fiscal para retomar o crescimento econômico. “Precisamos ter outra agenda, inclusive valorizando a cadeia produtiva nacional”, disse ela, durante comissão geral com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Feghali anunciou que entregará ao ministro um documento apoiado por 15 partidos da base governista com sugestões de políticas públicas votadas ao crescimento econômico.

A deputada defendeu o ajuste fiscal, mas disse que ele deve incidir sobre quem tem patrimônio e renda. “Há projetos na Casa que possibilitam a arrecadação de R$ 20 bilhões para a saúde.”

CPMF
Sobre a CPMF, a líder do PCdoB comentou que a contribuição não surgiu por acaso e não pode servir para completar o subfinanciamento da saúde. “É um tributo correto, com volume importante de recursos, porém não deve ser para a saúde e, sim, para a previdência social como um todo”, disse ela, lembrando ainda da repartição da arrecadação da CPMF com estados e municípios.

Sobre a contribuição, Levy rebateu críticas de outros deputados de que associar a CPMF à previdência não seria bom. “Como a economia desacelerou e a previdência precisa arcar com seus gastos, é importante assegurar verbas imediatamente para lidar com esse momento de dificuldade”, declarou.

Mudanças estruturais
O deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), por sua vez, defendeu uma mudança estrutural na matriz tributária brasileira, a fim de deixar de onerar a produção e o consumo para cobrar impostos sobre renda, propriedade e grandes fortunas. “Hoje, são mais de 50 tipos de impostas e taxas no Brasil. O conceito de tributar a produção e o consumo não me parece o mais adequado sobretudo se quisermos que o Brasil seja uma nação desenvolvida”, sustentou.

Nogueira também sugeriu a ampliação do crédito para a produção e redução do crédito para o consumo. “Assim, teríamos mais condições de reduzir os juros e a inflação em breve.”

Participação popular
Internautas podem enviar perguntas aos participantes da comissão geral por meio de sala de bate-papo disponível na página da Câmara.

Mais informações a seguir

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.