Procuradora: operação policial só desvendou parte do grupo de Cachoeira
21/08/2012 - 15:34
A procuradora Léa Batista de Oliveira, responsável pela investigação decorrente das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), disse que a apuração policial só conseguiu mostrar a “ponta do iceberg” da organização do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. De acordo com ela, a principal razão seria o tamanho reduzido do efetivo da Operação Monte Carlo: quatro agentes da PF, um delegado e dois procuradores.
“Se tivéssemos uma estrutura maior, teriam sido desvendados também a lavagem de dinheiro e outros crimes”, disse a procuradora, durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Ele defendeu uma estrutura “infinitamente melhor” para combater o crime organizado.
Léa Batista respondeu a um questionamento do deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP). Na avaliação do parlamentar, é necessário garantir mais estrutura de segurança para os procuradores que vieram depor na CPMI. “Tem de andar de carro blindado sim, tem de ter segurança sim.”
A reunião da CPMI foi encerrada há pouco.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Newton Araújo