Procuradora quer calcular patrimônio do grupo de Cachoeira
21/08/2012 - 14:22
A procuradora Léa Batista de Oliveira - responsável pela investigação decorrente das operações Vegas e Monte Carlo - disse há pouco que o próximo desafio da CPMI do Cachoeira será identificar possíveis fraudes em licitações e estimar qual é o patrimônio da organização. “Essa investigação ainda não foi iniciada. É o grande desafio do Ministério Público e da CPMI”, disse, em resposta ao deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).
Léa Batista afirmou que Idalberto Matias Araújo, conhecido como Dadá - ex-sargento da Aeronáutica e acusado de ser o "araponga" de Cachoeira - recebia mensalmente R$ 5 mil reais da organização. “Era o informante que gozava de confiança do Cachoeira porque tinha acesso a várias autoridades. O que ele falava, o Cachoeira confiava.” Segundo os procuradores, ele seria responsável também pela cooptação de agentes e por organizar trabalhos policiais para fechar casas de concorrentes do grupo criminoso.
A CPMI está reunida na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Natalia Doederlein