Deputado quer quebrar sigilo de empresa que recebeu dinheiro da Delta
Já senador quer punir banco que demorar para enviar informações a CPIs.
21/08/2012 - 14:04
Na avaliação do deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), as afirmações de procuradores nesta manhã na CPMI do Cachoeira mostram que a organização de Carlinhos Cachoeira atuaria em Goiás e cooptaria policiais e outros agentes públicos antes da eleição de Marconi Perillo (PSDB) para o governo do estado.
Citando uma fala da procuradora Léa Batista de Oliveira de que era necessário desarticular a fonte financeira da organização, Sávio disse ser preciso quebrar os sigilos de empresas de fachada que teriam recebido recursos públicos da Delta.
Bancos
Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) adiantou que apresentará um projeto de lei complementar para criminalizar por desobediência bancos e instituições financeiras que não fornecerem informações solicitadas pela Justiça, Ministério Público e comissões parlamentares de inquérito. As instituições que não fornecerem as informações no tempo pedido serão punidas por desobediência.
Segundo o procurador Daniel Rezende Salgado - responsável pela investigação decorrente da operação Monte Carlo -, o atraso no envio de informações pelos bancos pode gerar o fim do sequestro de bens do grupo de Cachoeira.
“Podemos perder o sequestro de bens porque temos prazo da peça acusatória. O prejuízo é imensurável em face da necessidade de atuação célere”, disse o procurador.
A comissão está reunida na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
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Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Natalia Doederlein