Coronel diz que presença militar pode aumentar na Amazônia

29/04/2008 - 14:17  

O assessor militar do Departamento de Política e Estratégia do Ministério da Defesa, coronel Gustavo de Souza Abreu, reconheceu há pouco que o contigente militar que atua na Amazônia não é suficiente para proteger a região, mas se disse otimista com o aumento do pelotão nos últimos anos. "Há cerca de 20 anos, o contigente era de menos de 5 mil homens. Hoje, estamos com cerca de 25 mil. É possível haver um aumento nos próximos anos com a implantação de um plano nacional de defesa [previsto para setembro]", disse.

O coronel participou de audiência na Comissão da Amazônia sobre os problemas de defesa da região e fez seu comentário em resposta ao deputado Francisco Praciano, que lamentou a pouca presença do Estado na região amazônica. O militar lembrou, no entanto, que as Forças Armadas não desenvolvem atividades policiais e que os pelotões de fronteira têm a função de alertar para perigos. "Os pelotões de fronteira são como uma campainha. Sua função não é deter, é vigiar", disse.

Gustavo Abreu também reconheceu a carência de recursos na região e lembrou que, quando comandou o Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus, havia apenas seis equipamentos de visão noturna para todo o batalhão. Nos Estados Unidos, comparou, existe um equipamento para cada cinco homens.

Os parlamentares da comissão devem se encontrar novamente com os participantes da reunião de hoje para aprofundar os debates sobre as carências orçamentárias dos órgãos que atuam na Amazônia. A audiência foi encerrada.

Reportagem - Mônica Montenegro/Rádio Câmara
Edição - Noéli Nobre

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