Associação defende hortas comunitárias em parque do DF
04/05/2006 - 12:32
O presidente da Associação Amigos do Veredinha (Amiver), Flávio do Carmo, defendeu há pouco, na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a permanência de hortas comunitárias no parque ecológico Veredinha, situado em Brazlândia (DF). Apesar de reconhecer a necessidade de os chacareiros saírem da área, ele reclamou da falta de consulta à comunidade sobre a destinação da nova área de residência. A entidade discorda da separação de loteamento na definição da poligonal (mapa com memorial descritivo da área) do parque ecológico.
Carmo destacou que parte da produção da horta comunitária, plantada por pessoas que não residem no parque, é doada para escolas públicas. Ele ainda lembrou que os responsáveis pela plantação das hortas desenvolvem iniciativas de preservação do parque.
O presidente da Amiver acusou a administração regional de Brazlândia de destruir trabalhos de plantação de mudas no parque, desenvolvida por essas pessoas. A entidade ainda pediu fiscalização maior do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre o nível de agrotóxico nas plantações da região.
Turismo sustentável Da Redação/FB
A diretora de Desporto da administração regional de Brazlândia, Maria Aparecida del Sarto, afirmou que as pessoas devem deixar de morar e cultivar hortas no parque ecológico. O objetivo do governo distrital é desenvolver o turismo sustentável em Brazlândia e, para isso, é necessário preservar a região.
A diretora afirmou que o governo deverá destinar outras áreas para desenvolver as hortas comunitárias. Ela observou que a depredação do parque é grande e até mesmo a manutenção dessas plantações prejudica a preservação do parque.
Maria Aparecida pediu a compreensão da comunidade para minimizar o conflito na definição da poligonal (mapa com memorial descritivo da área) do parque ecológico.
O superintendente do Ibama no Distrito Federal, Francisco Palhares, insistiu que os chacareiros devem se deslocar do parque Veredinha para não prejudicar as futuras gerações. "Brasília vive um processo histórico de ocupação indiscriminada da terra", comentou.
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