Tesouro reconhece que governo precisa cortar gastos

04/05/2006 - 11:57  

O secretário do Tesouro, Carlos Kawall, reconheceu há pouco que não há mais espaço para ampliar impostos no Brasil. Questionado pelo deputado Pauderney Avelino (PFL-AM) sobre o aumento das despesas do governo federal, ele admitiu que o cumprimento das metas fiscais passa pela redução dos gastos correntes, que incluem o dispêndio com o salário dos servidores públicos e a manutenção da máquina administrativa.

Superávit primário em 2006
Kawall disse ainda que o governo federal deve aumentar seu esforço para o acúmulo do superávit primário neste ano. Da previsão de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), caberão ao governo federal 3,35%, incluindo ministérios, suas empresas coligadas e as estatais federais. O número aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor era de 3,15%. Kawall disse que o aumento é preventivo, pois há a possibilidade de estados e municípios não cumprirem sua parte no superávit primário.
Estados e municípios, segundo a LDO, são responsáveis por 1,2% do superávit primário. O governo já trabalha com o cumprimento de apenas 0,9% do PIB.

Contingenciamento
Questionado pelo deputado Sérgio Miranda (PDT-MG), Kawall negou ainda que exista um número relativo ao contingenciamento do Orçamento de 2006. Ele apenas adiantou que o decreto de contingencimanto deve ser anunciado até o fim deste mês.

Reportagem - Janary Júnior
Edição - Francisco Brandão

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