Nonô deixará decisão sobre processos para sucessor

22/09/2005 - 17:13  

O presidente da Câmara em exercício, José Thomaz Nonô, disse que a decisão sobre o pedido do PTB para retirada da representação contra os deputados José Dirceu (PT-SP) e Sandro Mabel (PL-GO) poderá ficar para o novo presidente, que deverá ser eleito na próxima quarta-feira (28). "Tenho consciência do que é ser presidente interino. Tenho evitado tomar decisões de maior profundidade e relevância. Esse é o tipo de decisão para ser tomada pelo próximo presidente legitimamente eleito", disse.
Nonô afirmou ainda que, segundo informações do ex-presidente Severino Cavalcanti, haveria ainda três ou quatro pedidos de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para serem despachados. Esses pedidos, "voluntaristas, fruto da vontade pessoal dos requerentes", de acordo com o presidente em exercício, serão arquivados se ainda estiverem na Mesa. O parlamentar ressaltou que pedidos do tipo terão apenas um destino: "a gaveta".

Candidatura
Na conversa que teve com jornalistas no Salão Verde, José Thomaz Nonô disse que registrará sua candidatura à Presidência da Câmara na próxima segunda-feira (26). Caso vença e a 1ª vice-presidência (cargo atual de Nonô) fique vaga, ele considera justo que o posto seja destinado a algum partido que não tenha representação na Mesa, como o PT e o PMDB.
O presidente em exercício informou que seu programa de gestão terá dois pontos. Um é fazer a Câmara funcionar, com a retomada das votações. O outro é reativar o papel do Colégio de Líderes.
Além disso, Nonô pretende melhorar a imagem da Casa e manter um "diálogo construtivo" com o Poder Executivo. Caso seja eleito, seu primeiro gesto será pedir uma audiência com Lula para, juntos, procurarem um modo de fazer a Câmara voltar a funcionar.
Na opinião do presidente em exercício, com a crise política, perde o governo e perde a Câmara. "Em matemática, menos com menos dá mais. Mas em política, menos com menos dá menos"

Tumulto
Sobre o tumulto ocorrido ontem no plenário, após o discurso de renúncia de Severino Cavalcanti, José Thomaz Nonô acredita que houve excesso por parte dos seguranças. Porém, ele disse que sua decisão - de mandar esvaziar as galerias - foi acertada. "Houve muita força na ação dos seguranças e isso é uma coisa. Outra coisa é a decisão de evacuar as galerias. Essa decisão eu sustento em gênero, número e grau. Afinal, aqui é o altar da democracia."

Notícias anteriores:
Mesa proibirá propaganda de candidatos a presidente

Reportagem - Mauro Ceccherini
Edição - Noéli Nobre

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
A Agência também utiliza material jornalístico produzido pela Rádio, Jornal e TV Câmara. RCA

Tempo real:

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.