Política e Administração Pública

Presidente do TSE diz que reforma política deve atender anseios de população descrente da política

Na abertura do seminário sobre sistemas eleitorais, presidente da Câmara dos Deputados destaca falência do atual modelo brasileiro

21/03/2017 - 09:15   •   Atualizado em 21/03/2017 - 09:30

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou há pouco que o desafio do Parlamento é entregar uma reforma que atenda aos critérios de constitucionalidade e consistência sistêmica e que atenda aos anseios da população descrente da política. Para ele, a reforma deve levar ao equilíbrio político.

Ele participa da abertura do Seminário Internacional sobre Sistemas Eleitorais, realizado pela Comissão Especial da Reforma Política em parceria com o TSE, com apoio do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (Idea). O evento começou ontem e prossegue nesta terça-feira (21).

Para Mendes, no primeiro dia de seminário ficou patente a necessidade de mudança do sistema político. Segundo o ministro, a crise pode ser encarada como momento em que o velho ainda não morreu, e novo ainda não nasceu, ou como uma oportunidade única, em momento crucial. “Cabe a nós agir, e temos pouco tempo”, disse.

Ainda conforme o presidente do TSE, a justiça eleitoral tem o compromisso de fortalecer o processo democrático.

Falência do modelo brasileiro
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, destacou, durante a abertura do evento, a falência do atual modelo eleitoral brasileiro. Para ele, as eleições trazem sempre o mesmo ciclo de políticos, e a sociedade se encontra distante da política. O seminário, segundo Maia, representará a possibilidade de esclarecer dúvidas referentes a cada modelo, como o voto distrital, o voto em lista pré-ordenada e o sistema alemão.

"É importante que o Brasil possa avançar. Desde que fui eleito presidente pela primeira vez, no ano passado, eu já tenho essa preocupação da falência do atual modelo. O Brasil precisa construir algo novo, que garanta uma legitimidade maior ao Parlamento, uma recuperação da participação da sociedade na política", afirmou.

O seminário ocorre no plenário 2.

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Reportagem - Lara Haje e Noéli Nobre
Edição - Marcia Becker

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