Genoíno critica base aliada no Senado

06/05/2004 - 17:03  

Terminou há instantes a primeira reunião do Conselho Político do Governo, que reúne os presidentes dos partidos da base aliada.
O presidente do PT, José Genoíno, reconheceu que seu partido tem parcela de responsabilidade pela derrota da MP dos Bingos ontem no Senado. Vários senadores petistas faltaram à votação e, segundo Genoíno, só dois deles, o líder Aloizio Mercadante (SP) e a senadora Ana Júlia Carepa (PA) tinham motivos justificáveis para se ausentar.
Genoíno afirmou que, se a base aliada no Senado tivesse votado com a mesma coesão da base na Câmara, não haveria a derrota. "Foi um problema circunstancial, do qual nós temos que tirar a lição", afirmou o dirigente petista.
Na opinião do presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), a medida provisória que proibiu os bingos "foi uma ação irrefletida do Governo, em resposta à crise do caso Waldomiro Diniz". Freire acredita que, se o Governo quiser insistir na proibição dos bingos, deverá enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional. Para o deputado, a questão dos bingos não é urgente nem relevante para ser objeto de medida provisória.

Política econômica
Ao sair, o presidente do PT disse que a reunião serviu para o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, apresentar um balanço da política econômica, abordando temas como crescimento, geração de empregos, programas de infra-estrutura e crédito popular.
Genoíno explicou que o salário mínimo e a reeleição das Mesas da Câmara e do Senado ficaram fora do debate e serão discutidas, daqui para a frente, em reuniões isoladas do Governo com cada bancada partidária da base aliada.
Roberto Freire criticou a política econômica do Governo, segundo ele "muito mais preocupada com metas econômicas, como a inflação e o superávit primário do que com metas sociais, como emprego e distribuição de renda”.
Freire disse que o PPS sabe das limitações financeiras do Governo e anunciou que o partido vai apresentar um conjunto de sugestões de mudanças na política econômica "dentro da margem de manobra possível".

Reportagem - Alexandre Pôrto
Edição - Luiz Claudio Pinheiro

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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