Política e Administração Pública

Parlamentares reiteram críticas ao relatório final da CPI da Petrobras

21/10/2015 - 22:49  

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Deputados de vários partidos criticaram o relatório final da CPI da Petrobras apresentado pelo deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

O deputado Bruno Covas (PSDB-SP) disse que o relatório de Luiz Sérgio tenta desacreditar as investigações da Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro.

Covas defendeu o voto em separado apresentado pelo deputado Antonio Imbassahy, que responsabiliza o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, além do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, pelas irregularidades na estatal. “O Petrolão e o Mensalão têem o mesmo DNA: nasceram para comprar apoio ao governo no Congresso”, disse Covas.

O deputado Augusto Coutinho (SD-PE) disse que o relatório de Luiz Sérgio foi omisso em relação a agentes e partidos políticos. “Não sei porque o relator não responsabilizou Graça Foster nem Sérgio Gabrielli (ex-presidentes da Petrobras), nem (João) Vaccari (ex-tesoureiro do PT)”, disse.

Já o deputado Kaio Maniçoba (PHS-PE) disse que “o relatório deixa a desejar”.

Relatório
O parecer apresentado por Luiz Sérgio isentou de responsabilidade em irregularidades na Petrobras o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

O relatório também não faz menção a políticos investigados por suspeita de envolvimento em recebimento de propina e não pede indiciamentos – apenas lista sugestões de indiciamentos apresentadas pelos quatro sub-relatores da CPI.

Luiz Sérgio também criticou a conclusão da Operação Lava Jato de que teria havido pagamento de propina disfarçado de doações oficiais a partidos políticos e, no relatório, nega a existência de “corrupção institucionalizada” na Petrobras. “O relator culpa os investigadores”, disse o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO).

A CPI está reunida no Plenário 1.

Mais informações a seguir.

Reportagem – Antonio Vital
Edição – Regina Céli Assumpção

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