Política e Administração Pública

CPI da Petrobras: deputado do Psol apresenta relatório paralelo

21/10/2015 - 16:59  

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O deputado Ivan Valente (Psol-SP) apresentou, há pouco, relatório paralelo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em que pede o indiciamento por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, bem como a cassação do seu mandato. O texto será apreciado como voto em separado e não substitui o relatório final da CPI, apresentado pelo deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) – no qual não há pedidos de indiciamento.

Valente pede ainda indiciamento, por “crimes conexos”, das seguintes pessoas: Solange Almeida (ex-deputada), Fernando Soares (operador do esquema de corrupção na Petrobras), Leonardo Meirelles (operador), Jayme de Oliveira (encarregado pelo doleiro Alberto Youssef de fazer entregas de dinheiro em espécie) e Lúcio Funaro (operador).

Em seu texto, Valente ainda pede o indiciamento do deputado Arthur Lira (PP-AL) e dos senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Benedito de Lira (PP-AL), todos denunciados pelo Ministério Público por irregularidades na Operação Lava Jato.

Crítica
Ivan Valente classificou como grave a ausência de políticos investigados pela Operação Lava Jato no parecer final da CPI. O relator Luiz Sérgio alegou que a instância mais adequada para isso é o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Em relação a Eduardo Cunha, Luiz Sérgio disse que a CPI não recebeu provas de ilícitos. “Seis delatores fazem acusações a Eduardo Cunha. A ausência do nome dele no relatório final não é omissão, é prevaricação”, argumentou Valente. De acordo com Valente, teria havido um acordo entre o governo e a oposição para proteger Cunha, acusado de receber propina de empresas fornecedoras de navios-plataforma para a Petrobras e de manter uma conta secreta na Suíça – acusações que negou em depoimento espontâneo à CPI. Cunha também já negou ter feito qualquer tipo de acordo com a oposição ou com o governo.

Eduardo Cunha afirma ser inocente e ressalta não ter cometido nenhuma irregularidade. O presidente argumenta que o delator Júlio Camargo, que não havia citado o seu nome em depoimentos anteriores, foi pressionado pelo procurador-geral da República a mudar de versão para prejudicá-lo. Cunha diz que foi “escolhido” para ser investigado como parte de uma tentativa do governo de calar e retaliar a sua atuação política. A assessoria do presidente já divulgou nota sobre as acusações contra ele.

A CPI está reunida no Plenário 1.

Mais informações a seguir.

Reportagem – Antonio Vital
Edição – João Pitella Junior

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