Deputados divergem sobre moção de repúdio aos Estados Unidos
09/07/2013 - 20:48
O debate sobre a proposta do PT de uma moção de repúdio aos Estados Unidos por supostas violações de sigilo de brasileiros gerou divergências em Plenário.
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse que a atitude é prematura e ressaltou que os EUA são um grande parceiro comercial. Já os líderes da Minoria, Nilson Leitão (PSDB-MT), e do DEM, Ronaldo Caiado (GO), além do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), denunciaram que a moção tem o objetivo de desviar o foco dos problemas no País.
Segundo eles, há outros fatos que merecem moção de repúdio. Para Nilson Leitão, é o caso de denúncias sobre a atuação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em relação aos movimentos sociais.
Caiado ressaltou as denúncias de espionagem sobre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Já Rodrigo Maia criticou os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao empresário Eike Batista, cuja fortuna se desvalorizou nas últimas semanas.
Gravidade das denúncias
Os deputados favoráveis, no entanto, ressaltaram que a moção é uma resposta à gravidade das denúncias feitas pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden de que a Agência Nacional de Segurança Norte-Americana (NSA) manteve escritórios no Brasil para monitorar a comunicação de empresas e de brasileiros.
"É uma manifestação do Legislativo, que não pode se omitir, não é manobra diversionista, mas a posição do Parlamento", disse o líder do PV, deputado Sarney Filho (MA). A opinião foi reforçada pelo líder do Psol, deputado Ivan Valente (SP).
Confira a íntegra do texto da moção de repúdio.
Continue acompanhando a cobertura desta sessão.
Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli