Política e Administração Pública

PT pede recuperação de instituições que trabalham com a seca; DEM quer anistia

08/05/2013 - 14:12  

O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), defendeu há pouco a criação de uma força-tarefa para recuperar as instituições brasileiras que trabalham com a seca, como o Departamento Nacional de Combate à Seca (Dnocs) e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Mais de 90% dos servidores do Dnocs devem se aposentar até 2016.

“Nós precisamos pressionar para recuperar a capacidade política dessas instituições do Nordeste brasileiro”, afirmou o parlamentar. Ele foi um dos que propuseram a comissão geral para debater soluções para enfrentar a seca no Nordeste. O debate ocorre agora no Plenário da Câmara.

Guimarães defendeu o Banco do Nordeste e disse que as exigências feitas aos produtores rurais são, muitas vezes, obrigações constitucionais cobradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e não uma imposição do banco.

Dívidas agrárias
O deputado propôs a criação de um grupo de trabalho de parlamentares para discutir com o governo formas de os produtores rurais renegociarem suas dívidas, e destacou que já foram lançadas duas medidas provisórias para dar mais fôlego aos produtores para pagarem seus débitos. “Eu sei que muitos querem a anistia, mas precisamos preparar as condições para os produtores renegociarem suas dívidas”, disse.

Já o líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), cobrou que o governo assuma a dívida dos produtores. Segundo ele, o valor atual de R$ 12 bilhões a 14 bilhões é “irrisório em relação aos brasileiros dizimados em sua capacidade de produzir”.

Segundo ele, os discursos do ministro e dos deputados da base colocam que o governo já realizou todas as ações possíveis e a culpa pelos problemas com a seca é dos produtores rurais do semiárido. “O que adianta sinalizar para um cidadão do deserto [em referência ao semiárido nordestino] que vou fornecer água no 10º dia da caminhada, se ele já morreu no 5º?”, questionou.

Para Caiado, o governo poderia incluir a anistia ou ampliar o prazo para pagamento das dívidas agrárias dos produtores para resgatar a economia do Nordeste.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi

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