Ciência, tecnologia e Comunicações

Reclamações contra telefônicas caem desde 2009, diz executivo

17/08/2011 - 11:29  

O diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, Eduardo Levy, afirmou há pouco que o número de reclamações por usuário relativas ao serviço de telefonia caiu 18% entre 2009 e 2010.

“Em um grupo de 1 milhão de clientes só 43 reclamaram no Procon”, disse, em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre a qualidade da telefonia celular e da internet móvel no País.

Os dados citados são do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. Levy destacou ainda que, nos últimos três anos, o valor da conta média caiu 23% e o uso (tráfego) subiu 32%. “Desde 2008, o preço médio do minuto no celular caiu pela metade”, complementou.

Levy também citou dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), pelos quais o Brasil tem hoje mais de 217 milhões de celulares, o que representa uma densidade de 1,11 celular por habitante. Segundo ele, foram 14 milhões de novos acessos em 2011, o que representa uma ativação de linha a cada segundo. “O mercado é altamente competitivo, com market share praticamente igualitário entre as empresas”, ressaltou.

De acordo com o executivo, as empresas de telefonia móvel investirão cerca de R$ 10 bilhões em 2011. “Mas ainda é pouco, precisamos investir mais para melhorar a cobertura e a qualidade”, afirmou. Entretanto, segundo ele, as empresas estão atendendo às metas de cobertura e de qualidade da Anatel .

Para Levy, ampliar a cobertura significa aumentar a quantidade de antenas, mas, segundo ele, mais de 200 leis estaduais e municipais restringem a instalação de antenas.

A audiência prossegue no Plenário 13.

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Reportagem – Lara Haje
Edição - Juliano Pires

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