Campana considera normal afastamento da cúpula da Abin

03/09/2008 - 18:31  

O diretor-geral adjunto afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Nilton Campana, considerou normal o afastamento determinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de toda cúpula da Abin. "Encaro o afastamento como uma atitude natural e normal, para que todas as investigações possam sem feitas", disse Campana em depoimento à CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas.

Em relação à atuação de agentes da Abin na Operação Satiagraha, Campana confirmou que o pedido de cooperação partiu do delegado responsável pela operação, Protógenes Queiroz, que conhecia alguns agentes da Abin.

Checagem de dado
O diretor afastado acrescentou ainda que a atuação dos agentes foi basicamente na checagem de banco de dados sobre endereços, cadastros e outras informações relativas à Serasa. Também esclareceu que foi informado sobre a Satiagraha pelo diretor de contra-inteligência da agência, Paulo Maurício Pinto, este também afastado pelo presidente Lula.

Campana disse ainda que levou o fato ao conhecimento do diretor-geral Paulo Lacerda, que concordou plenamente com a cooperação, pois tanto a Abin como a PF integram o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin).

O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) questionou se não poderia atrapalhar as investigações da agência ter como diretor-geral interino Wilson Roberto Trezza, que já trabalhou com o banqueiro Daniel Dantas, um dos presos na Satiagraha. "Não acredito que isso vá atrapalhar os trabalhos da Abin", respondeu Campana.

O depoimento continua no plenário 11.

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Newton Araújo Jr.

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