Política e Administração Pública

Dr. Rosinha repudia possibilidade de golpe no Paraguai

03/09/2008 - 16:22  

O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), divulgou hoje nota oficial de repúdio à tentativa de golpe de Estado que estaria sendo planejada contra o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. "Tal tentativa representa não apenas uma agressão covarde à democracia e ao povo paraguaio, mas também uma ofensa inaceitável contra o Mercosul e, particularmente, contra o seu Parlamento, instituição voltada à consolidação da democracia no âmbito do bloco", disse o deputado na nota.

A possibilidade de golpe, denunciada pelo presidente Lugo, deverá ser debatida na próxima sessão do Parlamento, nos próximos dias 15 e 16, em Montevidéu, no Uruguai. Dois integrantes - os parlamentares Hector Lacognata, do Partido Pátria Querida, e Ricardo Canese, do Movimento Tekojoja – já adiantaram que apresentarão um projeto de declaração de apoio ao Paraguai e de repúdio "a todo intento de afetar a estabilidade das autoridades eleitas".

Segundo os parlamentares, o suposto planejamento do golpe de Estado teria sido feito em uma reunião na casa do general aposentado Lino Oviedo, da qual teriam participado, segundo ainda a nota dos dois parlamentares, o presidente do Congresso paraguaio, Enrique González Quintana, e o ex-presidente Nicanor Duarte Frutos.

Durante entrevista coletiva concedida na segunda-feira, segundo informações da Agência Brasil, Lugo pediu à população para se manter alerta diante da possibilidade de um golpe de Estado. "Não permitiremos que se atente contra a liberdade de nosso povo", afirmou Lugo na entrevista.

Risco histórico
Em entrevista à Agência Senado, Rosinha avaliou que a história política do Paraguai mostra que o risco de golpe de fato existe. Isso porque, nos últimos 50 anos, apenas dois presidentes daquele país conseguiram concluir seus mandatos.

Na nota de repúdio, o presidente do Parlamento destacou que o Protocolo de Ushuaia, que instituiu a cláusula democrática do Mercado Comum do Sul, tanto nos países do Mercosul como associados Chile e Bolívia, é "compromisso inalienável e fundamental para a estabilidade política da região". Por isso, o deputado defende que qualquer quebra no que estabelece o protocolo justifica o desligamento do país transgressor do Mercosul.

Guiana
Dr. Rosinha disse ainda ter uma "visão positiva" a respeito da possibilidade de ingresso da Guiana no bloco econômico. A possibilidade foi anunciada pelo presidente do país, Bharrat Jagdeo, a cinco senadores brasileiros que visitaram a capital, Georgetown, na última segunda-feira (1º). "O Mercosul está aberto a todos os países da América do Sul", disse Rosinha.

Reportagem - Malena Rehbein/SR
Com informações da Agência Senado

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