Fruet questiona Campana sobre uso de equipamento pela Abin

03/09/2008 - 20:11  

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) questionou o diretor-geral adjunto afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), José Nilton Campana, se, em tese, o equipamento adquirido em conjunto pela agência e Exército poderia fazer algum tipo de escuta telefônica à distância de 100 metros.

Campana informou que uma comissão da Abin está fazendo laudo técnico sobre o assunto e que, pelo que ouviu preliminarmente, na distância de até 100 metros, em terreno limpo, sem barreiras, poderia acontecer alguma coisa se fossem adotados alguns procedimentos. "No entanto, prefiro aguardar a conclusão do laudo. Os equipamentos foram comprados com fins defensivos, apenas para a varredura de ambientes", reafirmou Campana, que depõe na Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas.

Mal-entendidos
Para evitar mal-entendidos, o diretor do Centro de Pesquisa da Abin, Otávio Carlos da Silva, esclareceu que o equipamento adquirido pela agência serve para detectar emissões de freqüência em ambientes fechados. "Se tiver um transmissor na sala ligado a um receptor em ambiente distinto, o equipamento teria condições de identificar e interceptar essa comunicação do transmissor com o receptor", disse Otávio.

Ele insistiu que, para ser possível fazer uma escuta ambiental por meio do equipamento, teria que existir um transmissor de altíssima freqüência para que a transmissão pudesse ser captada em uma distância de até 100 metros. "Existe esse tipo de transmissor? Existe. Mas o equipamento da Abin não serve para isso", acrescentou.

O depoimento continua no plenário 11.

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição - Newton Araújo Jr.

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