Variação do preço do óleo em Manaus é anormal, diz Aneel
04/04/2006 - 17:46
O técnico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Vitor Hugo Silva Rosa disse há pouco que a variação do preço do óleo combustível na região de Manaus é anormal. Por isso, a agência está investigando essa diferença.
Rosa, que representa a Superintendência de Fiscalização de Geração da Aneel, participa de audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional destinada à discussão do valor do combustível vendido às termelétricas da região Norte.
Segundo ele, o custo do óleo combustível está 65,7% acima da média nacional - valor muito superior ao do óleo da Usina de Jari, também localizada na Amazônia. Em Jari, a variação de preço em relação à média nacional é de 24,4%.
De acordo com Rosa, em Manaus, o litro do óleo combustível custa R$ 1,268, e em Jari, R$ 0,67.
Gás natural
Para o diretor de Engenharia da Eletrobrás, Valter Luiz Cardeal de Souza, a solução para reduzir os custos da energia na região Norte está na substituição do óleo combustível e do óleo diesel pelo gás natural e na interligação do sistema de geração de energia. Ele lembrou que existe uma grande reserva de gás natural na Amazônia, na localidade de Urucu, já explorada pela Petrobras.
Segundo Souza, serão necessários grandes investimentos para a construção de gasodutos que levarão o gás de Urucu para os grandes centros consumidores - principalmente para Manaus, Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).
Ele calcula que esse investimento será da ordem de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 4,26 bilhões), o que considera um valor alto, mas que poderá ser amortizado em dois ou três anos, em razão economia que se fará na substituição do óleo combustível.
De acordo com o diretor da Eletrobrás, Manaus, Porto Velho e Rio Branco representam 85% do consumo de combustível das termelétricas da Amazônia.
"O quadro atual é caótico e essa é uma disfunção que tem que ser resolvida", disse Souza, ao destacar que o problema do suprimento de combustível na Amazônia já existe há muito tempo e vem se agravando cada vez mais.
A audiência continua no plenário 15. Reportagem - Luiz Cláudio Pinheiro
Edição - Renata Tôrres
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