Cortez nega ter trabalhado para Skymaster
03/01/2006 - 15:46
O sócio da empresa Cortez Câmbio e Turismo Carlos Alberto Taveira Cortez negou há pouco ter trabalhado ou recebido dinheiro da Skymaster. Em depoimento na sub-relatoria de Contratos da CPMI dos Correios, ele admitiu apenas ter tido contatos esporádicos com um dos sócios da empresa, João Marcos Pozzetti.
O sub-relator José Eduardo Cardozo (PT-SP) estranhou a versão de Cortez, lembrando que houve um número elevado de telefonemas entre a sua empresa e a Skymaster. O depoente defendeu-se alegando que a Cortez Câmbio e Turismo é uma espécie de parâmetro para a obtenção de informações cambiais em Manaus. Por isso, a empresa recebe telefonemas não só da Skymaster, mas também de várias outras empresas da cidade.
Cortez responde a processos por evasão de divisas, gestão fraudulenta, lavagem de capital e formação de quadrilha Ele depõe na CPMI amparado por habeas corpus do Supremo Tribunal Federal que lhe dá direito de não responder a algumas perguntas.
Funcionário de confiança
Em seu depoimento, Cortez confirmou que Francisco Marques Carioca (que será ouvido no próximo dia 17 pela CPMI) é segurança e funcionário de confiança de sua empresa. Segundo o empresário, Carioca faz saques bancários para a companhia, pois a maioria dos clientes é composta de turistas, que preferem trabalhar com dinheiro vivo.
O depoente explicou ainda aos parlamentares que é dono da Cortez desde 1989. No início, segundo ele, a empresa atuava apenas no setor de contabilidade, mas depois começou a trabalhar com câmbio e turismo.
O depoimento prossegue na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado. Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição - Rejane Oliveira
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