Funcionário da Skymaster se defende, parlamentares duvidam

03/01/2006 - 14:51  

O chefe do setor financeiro da empresa aérea Skymaster, Reginaldo Reges Menezes Fernandes, que confirmou hoje o saque de R$ 4,3 milhões das contas da empresa, voltou a dizer que apenas cumpria ordens. "Eu sou simplesmente um funcionário e cumpro ordens do meu diretor. O meu papel de empregado foi feito corretamente", disse Fernandes, durante depoimento na sub-relatoria de Contratos da CPMI dos Correios.
Segundo Fernandes, os saques eram feitos a pedido do diretor-financeiro da Skymaster, João Marcos Pozzetti, a quem o dinheiro era entregue.

Dúvidas
Parlamentares presentes na reunião duvidaram do depoimento de Reginaldo Fernandes. O senador César Borges (PFL-BA), por exemplo, não acredita que Fernandes não soubesse do destino do dinheiro sacado por ele e pelo motorista Éder Jouber Ribeiro Cabo Verde, também da Skymaster.
Na opinião do deputado Geraldo Thadeu (PPS-MG), os funcionários da empresa aérea fazem parte de uma quadrilha. Já a senadora Heloísa Helena (Psol-AL) acredita que os depoentes foram usados. "As quadrilhas usam pessoas como o senhor", afirmou.
Heloísa Helena disse que se esforça para acreditar na versão de Fernandes. Ela avisou, no entanto, que ficará "enfurecida" se descobrir que ele mente.

Pagamento de propina
O sub-relator de Contratos, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), por sua vez, afirmou que não há dúvidas de que o dinheiro sacado pelos dois empregados da Skymaster foi utilizado para o pagamento de propina. Cardozo suspeita que os saques beneficiaram "membros da burocracia dos Correios e pessoas que têm poder político sobre a estatal".

A reunião prossegue na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Noéli Nobre

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